As fotos são o único produto que os noivos lhe pagaram. A entrega é o momento em que finalmente veem o que compraram, e a plataforma que usou fica-lhes na memória, quer queira quer não. Este guia explica como entregar fotos de casamento online: o que enviar, quando enviar, como alinhar expectativas e o que fazer quando os noivos querem imprimir tudo, fazer cartões de agradecimento e publicar metade da galeria no Instagram.
A decisão de entrega: um link, não um ZIP
Durante anos, o normal era enviar um ZIP pelo WeTransfer, Dropbox ou Google Drive. Hoje é a pior forma de entregar uma galeria de casamento. Os noivos abrem tudo no telemóvel, e um ZIP no telemóvel é uma corrida de obstáculos: extrair, perceber onde foi parar e depois 800 ficheiros no rolo da câmara sem forma fácil de partilhar. Numa galeria online, os noivos veem as fotos, escolhem as favoritas e partilham as que querem a partir do telemóvel. Se quiserem descarregar, também podem.
Escolha uma plataforma pensada primeiro para o telemóvel. Faça o que fizer, é no telemóvel que 90% dos seus clientes vão abrir a galeria pela primeira vez, por isso é aí que ela tem de funcionar melhor.
Alinhar expectativas antes do casamento
A entrega prepara-se no contrato. Diga três coisas aos noivos logo de início:
- Quando recebem as fotos. Quatro a seis semanas é o habitual; prometa menos e entregue antes.
- Como as recebem: um link para uma galeria online, disponível durante um ano.
- O que está incluído: downloads em alta resolução, versões para redes sociais ou impressões, se as vender.
Surpresas na entrega são más para os dois lados. Os noivos que contavam com uma pen numa caixa de madeira vão ficar desiludidos com um link, por muito bonito que ele seja.
A semana antes da entrega
A seleção, a edição e a cor seguem o seu próprio calendário. O que muda na última semana é a preparação da entrega:
- Escolha a foto de capa. A primeira coisa que os noivos veem deve ser a foto que gostaria que eles imprimissem. Muitas vezes é uma foto mais discreta, a que os emociona mais do que a mais espetacular.
- Ordene a galeria. Conte o dia por ordem: preparativos, cerimónia, retratos, copo-d'água, saída. Resista a abrir com as quinze melhores imagens, porque os noivos querem reviver o dia pela ordem em que aconteceu.
- Decida os downloads. Para clientes que pagaram, dar acesso à resolução total é o normal. Se não os ativar, explique porquê, e tenha resposta para o inevitável "a minha mãe pode ficar com uma cópia?".
- Decida se leva palavra-passe. Na maioria dos casamentos, uma palavra-passe só complica. Para figuras públicas ou noivos que pedem discrição, é obrigatória.
- Escolha uma data de expiração. Um ano é generoso. Seis meses é razoável. Não deixe a galeria online para sempre: é um custo de alojamento para si e mais uma coisa para manter.
Enviar o link
Não esconda o link num email de 600 palavras sobre o seu processo. A primeira linha do email deve ser o link. A segunda diz o que está na galeria e até quando fica online. O resto (impressões, identificações nas redes sociais, prazos dos álbuns) vem mais abaixo.
"Olá Ana e Tiago, a galeria do vosso casamento está pronta: [link]. São 487 fotos, disponíveis até agosto de 2027. Toquem no coração das fotos de que gostam; se quiserem impressões ou ficheiros em alta resolução de fotos concretas, marquem-nas e eu fico a saber quais são."
É o email inteiro, quatro frases. Tudo o que acrescentar atrasa o momento em que os noivos carregam no link.
O que os noivos fazem de facto numa galeria
Três coisas, por esta ordem:
- Veem a galeria toda de uma vez, normalmente na primeira hora depois de receberem o link, muitas vezes juntos no sofá.
- Partilham fotos concretas nos grupos da família, no Instagram e com quem aparece nas fotos.
- Voltam mais tarde para escolher impressões, escrever os cartões de agradecimento e montar o álbum.
Uma boa plataforma torna os três passos fáceis. Uma má obriga a descarregar e voltar a carregar cada foto para a partilhar num grupo, e isso mata o momento em que a partilha aconteceria sozinha.
Seleções, comentários e a folha de cálculo que ninguém quer
Se vende álbuns, precisa das favoritas dos noivos. O método antigo, "mande-me por email os números das 80 fotos", acaba numa folha de cálculo de que ninguém gosta. Hoje os noivos tocam no coração de cada foto, e o fotógrafo vê as escolhas na hora, organizadas e prontas a passar para o software de álbuns.
Os comentários também ajudam, com moderação. "Gostávamos desta com outro corte" é informação útil. "Que linda!" é simpático mas não muda nada. Peça corações para o que é obrigatório e comentários para pedidos de alteração, em vez das duas coisas para tudo.
Impressões e extras
Há dois modelos:
- Loja de impressões dentro da galeria. A plataforma processa a encomenda, envia-a a um laboratório e paga-lhe uma percentagem. É prático, mas as margens são mais baixas e controla menos o resultado final.
- Impressões fora da galeria. Os noivos marcam as fotos que querem imprimir e avisam-no, e o fotógrafo encomenda ao seu laboratório e cobra diretamente. Dá mais trabalho, mas as margens são mais altas e o resultado depende só de si.
Nenhum dos dois está errado. Escolha o que encaixa no seu negócio e decida antes de a galeria ir para o ar, para a mensagem ser coerente. O guia sobre vender impressões através da galeria (em inglês) explica os dois modelos em detalhe.
Erros comuns na entrega
- Abrir com os destaques. É tentador, mas os noivos querem o dia inteiro.
- Fotos a mais. 800 fotos de um casamento de seis horas é muito. 500 chegam. 350 bem escolhidas são um luxo.
- Não testar o link. Abra a galeria numa janela anónima antes de a enviar. Uma vez chega.
- Desligar os downloads sem avisar. Se não permite downloads em resolução total, diga porquê aos noivos e ofereça-se para enviar ficheiros concretos quando pedirem.
- Esquecer o telemóvel. Veja a galeria num telemóvel antes de a enviar, porque é aí que os noivos a vão abrir.
Onde entra o delivered.photos
O delivered.photos trata da entrega da galeria: visualizador em mosaico, favoritas, comentários, downloads, palavra-passe, data de expiração, a sua marca e, opcionalmente, o seu próprio domínio. Não inclui contratos, faturas nem loja de impressões: isso fica nas ferramentas que já usa, ou pode tratar das impressões diretamente com o seu laboratório. O Starter é gratuito; o Pro custa 9 €/mês com faturação anual e dá galerias ilimitadas.
Se está a comparar plataformas, a comparação com o Pixieset mostra os casos em que cada um ganha.